Um pouquinho mais de Ahmedabad

Passar um mês na Índia foi uma das experiências mais transformadoras que já tive. Você pode pensar que lá é outro mundo, diferente demais, esquisito demais.

Devo confessar que imaginava que seria, porém, assim que coloquei os pés lá senti algo muito familiar, não me senti longe de casa, temos algo muito similar que liga os dois povos.

Não sei dizer se é a hospitalidade (que é de mãe), ou o clima de “fora de controle” que a cidade passa, que lembra um pouco as grandes cidades do Brasil.

Claro, tem mais pobreza, mais sujeira, muito mais barulho, mas a Índia é um país de braços abertos pra quem tenha o desejo de conhece-la.

Mas calma! Tem que ter cuidado sim, cuidado triplicado, pra não cair em golpes, não ser enrolado por taxistas maldosos ou ser roubado na rua (nada muito novo pra quem anda a pé e de metrô por São Paulo, rs)

Mas vou falar um pouco sobre Ahmedabad, uma cidade gigantesca com grande influência muçulmana e por isso é repleta de mesquitas lindas, além dos templos Indus.

Ahmedabad é a maior cidade e antiga capital de Gujarat, na Índia. Com uma população de cerca de 7,2 milhões, é a sexta maior cidade e a sétima maior área metropolitana indiana.

Em 2010, foi classificada em terceiro lugar na lista das cidades com mais rápido crescimento da década pela Forbes. Em 2012, o The Times of India escolheu Ahmedabad como a melhor cidade para se viver no país. 

E é BEM índia! Contrastante, agitada, e com trânsito agonizante. 


As pessoas andam muito de moto e capacete é algo que não se vê. As mulheres amarram um tecido na cabeça e no rosto pra evitar a poeira, que é demais, de região desértica. Manobras malucas no que parece ser contra mão, desviando de vacas, pessoas que andam na rua, tuc tucs e carros.

Andar de tuc tuc é uma aventura indispensável. Mais barato que o táxi, divertido e mais assustador. O tuc tuc deveria caber no máximo 4 pessoas, o motorista e mais 3.

Mas quando eu andei, o motorista simplesmente estava com a esposa e o filho apertados na frente com ele, e eu e mais duas pessoas atrás, sendo doidão em um percurso COM EMOÇÃO, que dispenso repetir.

 

Algo muito importante pra organizar uma viagem pra Índia, é escolher bem a época do ano! A melhor época pra ir é durante o inverno, de novembro a fevereiro, quando o clima é mais ameno.

Quanto mais pro norte, e mais próximo do Himalaia mais frio, quanto mais pro centro e sul, mais quente.

Em Ahmedabad fazia muito frio durante a noite e ainda mais das 5h as 8h da manhã (GELADO). Mas depois das 8h o sol começa a esquentar e o dia costuma ser quente.

Fora do inverno é sempre muito quente, não quente como estamos acostumados no Brasil, mas QUENTE SOCORRO TO NO INFERNO!!!!!!!

E durante uma época do ano chove loucamente. Vá no inverno, vai por mim. Outra vantagem de ir no inverno é poder apreciar o nascer do sol e o pôr do sol todo dia.

O céu sempre está limpo e incrível. É um espetáculo à parte, assim como observar a lua (dá a impressão que o sol e a lua são maiores lá rs).

Pra quem gosta de contemplar o céu, vai voltar da Índia com a impressão de se sentir infinito (ou como eu imagino que seja esse sentimento que sempre quis sentir desde que eu assistiThe Perks of Being a Wallflower’).

 

[hapiness] [https://viajoamanha.com/hapiness-only-real-when-shared/]

Uma das maiores atrações de Ahmedabad é o Ghandi Ashram!

Este ashram foi uma das casas de Gandhi, convertido em monumento nacional, pelo Governo da Índia, devido à sua importância no movimento indiano de independência por causa da marcha de Dandi em 1930.

No Ashram, Gandhi formou uma escola que ensinava principalmente o trabalho manual, a agricultura, a alfabetização e seus esforços para avançar para a auto-suficiência da nação.

Partindo da lá, em 12 de março de 1930, Gandhi marchou rumo Dandi, 241 milhas do Ashram, com 78 companheiros, em protesto contra a Lei britânica do Sal, que proibia aos indiano a obtenção de sal em um esforço para promover as vendas da British sal na Índia.

Esta massa de gente recheou as prisões britânicas com 60.000 homens.

Posteriormente, o governo penhorou os bens de Gandhi, em solidariedade por eles, pediu ao Governo que perdoasse o Ashram. O Governo, no entanto, não atendeu o pedido.

Ele decidiu em 22 de Julho de 1933 desmantelar o Ashram, que mais tarde tornou-se lugar de detenção de muitos combatentes da liberdade e, em seguida, alguns cidadãos locais decidiram preservá-lo.

Em 12 de Março de 1930 ele jurou que não voltaria para o Ashram até que a Índia ganhasse a independência.

Embora isto não tenha acontecido, em 15 de Agosto de 1947, a Índia foi declarada uma nação livre, mas Gandhi foi assassinado em Janeiro de 1948. 🙁

Tem uma gama de fotos, monumentos, objetos utilizados por Ghandi e pelas pessoas que ali viveram. Além disso, se poder andar por dentro dos cômodos, antigos escritórios, quartos, cozinha.

É um lugar com muita natureza, flores, dá uma grande sensação de bem estar. Vale demais a visita!

[hapiness] [https://viajoamanha.com/hapiness-only-real-when-shared/]

É uma cidade em que grande parte da população é muçulmana, então é de se esperar que tenha muitas mesquitas. Uma mais bonita que a outra.

Algumas se pode visitar, outras não. Geralmente nas que podem você não pode entrar com celular, portanto não tenho fotos.

Além das mesquitas existem alguns monumentos arquitetônicos antigos, construídos por pessoas ricas e poderosas, os famosos “marajás”. Como por exemplo, uma grande cisterna conhecida pelo nome de Adalaj Step well.

Foi construída por um marajá em homenagem a sua amada esposa, mas a história não termina tão bonitinha assim.

Outro homem também poderoso que cobiçava a então esposa, mandou matar o marido apaixonado pra ficar com ela, e a donzela se matou por não aceitar.

Apesar da história triste, é um monumento lindo, não paga nada pra entrar, e é bem interessante! Diferente de tudo o que você já viu, garanto! se liga nas fotos abaixo:

Importante lembrar algumas coisas antes de ir pra Índia:

– Tomar a vacina de febre amarela com antecedência e providenciar o certificado da Anvisa pra anexar ao passaporte!  (agora tem validade vitalícia e serve pra muitas outras viagens na Ásia).

– Não comprar Rupias no Brasil, pois você tem grandes chances de adquirir notas falsas, e ser preso na Índia é complicado. Dessa forma, compre dólares. Troque um pouco do aeroporto e depois se informe pra trocar o resto em bancos.

– Não dá pra marcar bobeira com taxistas! Alguns usam de má fé e ficam dando voltas e mais voltas pra corrida sair mais cara. Portanto, se você tiver achando estranho, peça pra descer! Agora tem Uber nas cidades maiores, vale a pena porque se pode acompanhar o trajeto.

– Andar te tuc tuc sai bem mais barato, mas dá um pouquinho de medo.

Espero que tenham gostado!

Até a próxima

[hapiness] [https://viajoamanha.com/hapiness-only-real-when-shared/]

[hapiness] [https://viajoamanha.com/hapiness-only-real-when-shared/]

Ana Claudia Amorim

Profissional de Educação Física, Mestre em Desenvolvimento Humano e Tecnologias, e Professora de Yoga. Pratica meditação, e gosta de estar em contato com a natureza, e cachorrinhos.

More Posts