Rock In Rio 2017

Esse foi o meu terceiro Rock In Rio ! E o que dizer?

Primeiramente que preciso parar de reclamar do line-up e aceita-lo como ele é. E, portanto, aceitar que eu irei de qualquer maneira.

O Rock In Rio é um evento muito bacana, que vai bem além das quatro bandas que tocam no Palco Mundo.

Esse ano foi a primeira vez que eu e a Isa fomos juntas. Em 2011 ela tinha ingresso e não foi, porque foi morar na Dinamarca, e eu desprezei o festival, depois me arrependi.

Em 2013, para compensar, fui a três dias, querendo ir a quatro (Para mim, foi o melhor em termos de atrações, das edições dessa década).

Em 2015, nós duas fomos, mas em dias diferentes, e nem nos encontramos no Rio. Eu fui ver o Metallica e o Motley Crue, e ela foi ver o Elton John (nos links tem posts que escrevemos sobre esses dias, para o nosso antigo blog literário).

Finalmente esse ano conseguimos embarcar juntas na nossa paixão pela música, pelo Rock In Rio, e por viajar.

A princípio eu ia sozinha. Comprei meus ingressos nas pré-vendas, para ver o Aerosmith, que são meus mozões dessa vida do rock kkk, e para ver o The Who, que nunca tinha nos agraciado com sua presença em terras tupiniquins, portanto, não tinha como perder!

Tive um pequeno conflito interno, porque queria ver o Bon Jovi, mas por questões de bom senso, fiquei só com os dois dias mesmo.

E não é que o festival brilhou nas bandas escolhidas? Além do Aerosmith e do Who, ainda ganhei de brinde o Def Leppard, o Alice Cooper, e o Incubus, que são bandas que gosto muito. E bom… teve o Guns, e minha tentativa frustrada de me reconciliar com eles (Mas falarei um pouco mais adiante).

Além disso, teve o Fall Out Boy, que foi o motivo real de ter feito a Isa ir.

Mas vamos lá, vou contar tudo com detalhes.

21/09

A primeira novidade sobre o Rock In Rio foi a estrutura montada no Parque Olímpico. Gente! Ficou maravilhoso! Sério, que bom que tudo aquilo não ficou lá largado, e vai ter utilidade para nós. O espaço triplicou, o que fez com que a Cidade do Rock ficasse muito mais confortável.

Honestamente, eu só não gostei da disposição dos palcos. Pois anteriormente o Palco Sunset é que ficava localizado onde o sol se põe. Porém, nessa edição, era o Palco Mundo. Mas né?! Isso é um detalhe kkk.

Tentamos agendar os brinquedos, mas sem sucesso. Chegamos cedo, porém as filas já estavam enormes, mesmo para o agendamento. Então deixamos de lado, e ficamos curiosos para saber o que acontecia num espaço da Coca-Cola, que estava em frente a Montanha Russa.

Lá havia uma banda de 12 músicos, que tocava músicas das bandas que iam se apresentar no festival, acompanhados do público que quisesse subir ao palco e cantar. Claramente que quisemos! =D

Palco Coca-Cola

Olha eleeee

Para quem quisesse tocar, havia uma audição rápida, em que você podia ser aprovado ou não para se juntar à banda. O namorado da Isa foi um desses aprovados, e tocou I don’t want to miss a thing, do Aerosmith, música que escolhemos cantar também.

Esse palco foi maravilhoso!! Nós amamos a “brincadeira”, e a experiencia foi super divertida!!! =D

Depois disso visitamos o restante da Cidade do Rock. Passamos pela Rock District, que acredito que tenha sido um ponto super positivo dessa edição do Rock in Rio. Pois as bandas que passaram por lá também foram incríveis!

Conseguimos comer sem nenhuma fila, e sem nenhum problema, ali mesmo. E por preços honestos, considerando o evento.

Os banheiros também estavam impecáveis. Limpos, e sempre com papel higiênico, para nossa surpresa. Portanto, palmas para a estrutura!

Fomos então para o Palco Sunset ver o Alice Cooper. Eu queria muitoooo ver o The Pretty Reckless, e fiquei #chateada que eles cancelaram =/

Mas o Alice Cooper, gente! O que é aquilo??? Ainda estou me perguntando o motivo de ele ter tido um show tão curto, e de não estar no Palco Mundo. Por que, Medina???

Já tinha visto um show dele antes, e sabia que não ia me decepcionar!

Alice Cooper

Como a Isa queria ver o Fall Out Boy, não viu o Alice até o final, e nos separamos. Ela ficou até Poison, música que deu nome à república que moramos em Rio Claro, então foi um momento importante kkkk.

Mais um ponto positivo para o evento foi que os sinais de telefone funcionaram normalmente, o que não aconteceu nas edições anteriores. Consegui me comunicar com a Isa e então conseguimos nos encontrar depois, no meio de toda aquela multidão.

O show do FOB foi mais animado do que eu esperava, e o público respondeu super bem. Taí, não gosto da banda, mas achei o show super valido.

Patrick Stump – Fall Out Boy

E o Def Leppard também foi incrível, mas achei que teve menos resposta que o FOB, o que para mim, foi uma surpresa.

O que eu mais ouvi as pessoas comentarem foi sobre o fato de o baterista Rick Allen ter um braço só. Acho que isso é algo admirável mesmo. Eu, como já conhecia a história da banda, até expliquei para algumas pessoas o que houve com ele, que perdeu o braço em um acidente de carro, para quem ainda não souber.

Rick Allen – Def Leppard

E para finalizar, aqueles que nunca decepcionam: Aerosmith!

O que me decepcionou mais foi o público, que achei morno. Para mim, o show desses tiozinhos vai ser sempre maravilhoso. Já assisti 6 vezes essa banda tocar, e não teve um único show deles que achei fraco. Porém, parecia que o público nem conhecia direito aquelas músicas… Então foi um pouco frustrante nesse sentido.

Steven Fuckin’ Tyler – Aerosmith

Após esse dia todo, que foi maravilhoso do início ao fim, voltamos para o hostel, utilizando o BRT, que facilitou muuuuito a vida e a saída da Cidade do Rock. Quem foi nas edições anteriores sabe. Sim, estava lotado, mas tinha como não estar? Esperamos pouco, e conseguimos pegar lugar sentados. Obrigada Pai! Kkkk

No dia seguinte, a Isa foi embora e me deixou sozinha para os shows do sábado.

23/09

No dia 23, como eu ainda estava cansada (pois não dormi quase nada nesse Rio de Janeiro! ), cheguei praticamente na hora de começar o show do Titãs, então nesse dia só aproveitei os shows mesmo!

O Titãs é uma banda que eu respeito demais, viu?! Adorei mais uma vez poder vê-los ao vivo!!!

Titãs

Na sequência teve o Incubus que fez uma apresentação impecável (Brandon Boyd, te amo mais ainda agora, tá?! <3), e o The Who, que, na minha opinião, fez o MELHOR show dessa edição do Rock In Rio. O que foi aquilo, minha gente?! Se você não viu, pare agora mesmo de ler esse post, e corra no Youtube mais próximo, porque vale a pena ver.

Brandon Boyd <3 – Incubus
Daltrey e Townshend – The Who

Por fim, para minha grata surpresa, o Guns não se atrasou (trauma de 2010 – show no Palestra Itália –  Mais de 2h de atraso). O Slash e o Duff me fizeram ficar metade do show bem próxima ao palco. Eles dois ainda fazem valer a pena ver o Guns N’ Roses. O Slash meio que te deixa hipnotizado!!!

Mas, porém, contudo, todavia… o Axl me desapontou mais uma vez… =/ Juro que tentei fazer as pazes, mas honestamente não da para ouvir aquela voz, que não é nem de longe o que já foi, e sair contente. Uma pena… Ainda gosto do Guns, mas vou fingir que permanecemos nos anos 80, e deixar as apresentações deles para aqueles fãs que são surdos mais apaixonados. Sorry Axl, you broke my heart again!

Duff e Slash – Guns N’ Roses

Da metade para o fim do show, fui la para o fundo, porque estava exausta, e show não estava valendo a pena, e fiquei sentada ouvindo o que ainda tinha por vir… Fiquei num impasse entre ir embora e esperar acabar, mas acabei ficando até o final.

Me despedi do Rock In Rio um pouco chateada, e MUITO cansada (sério Guns, não precisávamos de mais de 3h de show), mas já pensando em 2019! Quem vamos?? =D

Thayz Figueiredo

Thayz Figueiredo

Professora de Educação Física e Psicóloga. Gosta das histórias dos lugares e das pessoas. Ama shows de rock, livros e um bom hambúrguer.

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