Dois dias em Visconde de Mauá/RJ

Olá! Muita gente acompanhou minha viagem pelo Instagram e pediu o post completinho do blog sobre esses meus dois dias em Visconde de Mauá.

É a primeira vez que to fazendo post no estilo “roteiro”, então vamos ver como eu me saio! Aceito sugestões, dicas e críticas ta galera?

Bom, pra começar preciso confessar que eu nunca tinha ouvido falar de Visconde de Mauá. Sabia sobre Penedo, Itatiaia e Resende. E mesmo lá, tive bastante dificuldade de entender a mudança de estados e cidades!

Visconde de Mauá é um distrito do município de Resende, no Rio de Janeiro. Porém, algumas partes do território urbano estendem-se por Itatiaia e Bocaina de Minas, em Minas Gerais. Então é bem comum uma hora você estar no Rio, e mudar de rua e já estar em Minas!

Nossa pousada, Bosque das Azaleias, ficava na Vila de Maringá, em Bocaina de Minas, dentro do Parque Nacional do Itatiaia.

Estávamos bem perto da Alameda Gastronômica, mas preciso confessar que foi um pouco difícil achar algum lugar para jantar no domingo a noite, quando chegamos. Acabamos optando pelo Bistrô das Meninas, um espaço agradável com uma livraria, mas os preços eram um pouco salgados.

DIA 1

Na segunda-feira acordamos cedo para aproveitar o café e partimos rumo à parte alta do Parque Nacional do Itatiaia. A previsão do tempo anunciava a possibilidade de neve.

Da nossa pousada até o Posto Marcão demoramos cerca de 2h30, pela Dutra. Chegamos perto do meio-dia e estava MUITO frio lá na parte alta.

Por conta do horário e da chuva que tinha caído no dia anterior, apenas 3 trilhas podiam ser feitas. Pedimos a sugestão pro pessoal do parque e nos foi indicada a trilha do Morro do Couto, que era o ponto mais alto do parque aberto naquele momento, portanto, um lugar, se a previsão tivesse acertado, que poderíamos ver a neve.

A caminhada prevista é de 2 horas, mas conseguimos completar a trilha em 50 minutos. Ela não tem um grau de dificuldade elevado pra quem tem uma certa preparação, mas exige cuidado, principalmente perto do final, devido a grande quantidade de pedras.

No alto, pudemos contemplar um visual incrível, acima das nuvens, e um silêncio “ensurdecedor”. Uma energia que não tem como descrever. Mas durou pouco, logo a neblina tomou conta de tudo, o frio aumentou e resolvemos voltar.

Pensei muito na questão “segurança” durante a trilha, já que éramos duas mulheres sozinhas. E fico feliz em dizer que não senti medo em nenhum momento. Passamos por várias pessoas durante o percurso, grupo só de homens, grupos mistos e famílias. E a relação sempre era cordial.

A taxa para a trilha foi de 16 reais e o carro ficou parado no estacionamento. Saímos de lá por volta das 14 horas.

Sem almoço e com 2h30 até chegar em Mauá, resolvemos parar em Penedo, a pequena Finlândia! Eu sabia pouco sobre o lugar, apenas que era a principal colônia finlandesa no Brasil e que possuía MUITAS fábricas de chocolate.

Óbvio que paramos para comprar chocolate e fomos dar uma volta pela Vila do Papai Noel, um lugar lindo e bem tradicional! Infelizmente, isso foi tudo que conheci de Penedo, mas já está na lista para voltar!!!

DIA 2

Na terça-feira resolvemos fazer as cachoeiras. Assim, fomos primeiro a Cachoeira do Escorrega, na Vila da Maromba, a vila hippie de Visconde de Mauá.

Em termos de estrutura, ela é a mais precária, e ficamos com medo de chegar até o final com o carro na rua de terra. Paramos um pouco antes e completamos o resto do percurso a pé, mas lá, bem perto da cachoeira, possui estacionamento no valor de 10 reais. O mais difícil é achar pessoas por lá!

A cachoeira é linda, e tem uma pedra com queda de 30 metros, que as pessoas utilizam como toboágua. Imagina se não quero voltar no verão né?!

Na volta, na mesma rua, paramos na Poção da Maromba. Para mim, mais bonita ainda que a Cachoeira do Escorrega!

Depois disso tentamos ir ao Pico da Pedra Selada, ponto mais alto da região. A gente tinha poucas informações, mas resolvemos ir mesmo assim. Andamos MUITO (de carro) e por um caminho bem complicado, de terra, e o carro chegou na reserva. Conclusão, resolvemos voltar antes mesmo de chegar, porque se a gasolina acabasse iriamos ficar no meio do nada e sem sinal de celular! Pico da Pedra Selada já ta na agenda pra próxima visita.

Deixamos o carro na pousada e resolvemos ir à pé até as Piscinas Naturais. É uma parte do Rio Preto, que corta a cidade, cheio de pedras, que formam piscinas naturais. Pra falar a verdade, por estar frio e tal, é um passeio desnecessário.

Pra finalizar esses dois dias, demos a sorte de pegar o “All We Need Is Pizza” na Casa Beatles! A Casa era um lugar que queríamos conhecer, porém ela abre de quinta a domingo, e no domingo que chegamos, foi a primeira vez em dois anos de existência que ela não abriu.

Essa era a segunda edição do evento, e ficamos sabendo pela Mari, a dona, que a ideia é ser um evento pro pessoal da cidade, já que de terça-feira não tem o que fazer por lá!

Chegamos e estava tudo vazio ainda, e por ser do lado de fora e estar MUITO frio, achamos que não ia ter mais ninguém!

A Mari nos levou para conhecer a parte de dentro da Casa e contar um pouco da história deles! Dois jornalistas que cansaram da vida no Rio e foram viver em Mauá. E com um vasta coleção de Beatles, o que fazer para sobreviver? Unir a paixão e reunir pessoas!

 

Um pouco depois das 19 horas o evento começou a lotar, e a sensação era de estar em uma festa em família, com música ao vivo e uma pizza MARAVILHOSA! Eles pretendem fazer esse evento todo mês! Quem sabe você não da sorte de pegar o próximo? Garanto que não vai se arrepender!

Na dia seguinte foi o dia de pegar o caminho de volta e guardar na mala ótimas histórias e visuais incríveis!

Quem conhece Mauá conta pra gente o que achou! E deixem sugestão de destinos pra gente explorar também!!!

Até a próxima!

 

Isabella de Vito

Isabella de Vito

Jornalista e profissional de Educação Física. Ama viajar e acompanhar o time de futebol em todos os jogos.

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