Vozes da Minha Cabeça

Lá e de volta outra vez – A Jornada Recomeça

Sempre achei que as melhores viagens começam antes mesmo da mala estar pronta. Começam numa vontade meio teimosa de ver o mundo com os próprios olhos. Comigo não foi diferente.

Minhas primeiras vontades de viajar surgiram na infância, ainda bem cedo. Lembro da obsessão com a Disney, depois que minha prima foi pra lá: comecei a pesquisar tudo, planejar uma viagem que só existia na minha cabeça, e eu tinha, sei lá, uns 7 anos. E teve também o Egito, que conheci nos livros da escola e pensei: eu preciso ver isso com meus próprios olhos.

Curiosamente, até hoje não conheci nem um, nem outro. Mas aquela menina que sonhava com castelos mágicos e pirâmides milenares acabou encontrando outros caminhos.

Com o tempo, viajar se transformou em algo ainda mais profundo. Virou uma forma de me reconectar, de me perder um pouco e, quem sabe, me encontrar diferente do outro lado. E essa vontade de ir, de sair, ver, sentir, foi crescendo até virar uma parte de mim (literalmente, tatuada no meu braço esquedo em forma de mapa mundi). Uma necessidade de movimento, de descoberta.

Eu não consigo me lembrar da primeira viagem que fiz na vida…
Mas sei que provavelmente foi de São Paulo, onde eu morava, para Natal, onde morava (e ainda mora) toda a minha família. Eu devia ter menos de dois anos, e essa viagem aconteceu quase todos os anos. 

Mas viajar por minha própria escolha veio bem mais tarde. Foi em 2013, quando decidi juntar meu desejo de ver o mundo com duas amigas e, juntas, embarcamos para a Europa. Madrid, Paris, Berlim e Londres foram os destinos escolhidos. Desde então, rodei muitos quilômetros, inclusive morando em dois dos países dessa lista de primeiros destinos. Curiosamente, Berlim foi a única dessas cidades que nunca revisitei (ainda!).

Berlim – 2014

E o Viajo Amanhã nasceu em setembro de 2016,  há 9 anos, quando decidi voltar a ver mais do mundo.
Meu primeiro destino depois dessa decisão foi Paris. E enquanto eu documentava essa viagem no meu Instagram pessoal – mais pra mim do que pra qualquer outra pessoa – começaram a surgir mensagens e incentivos:
“Por que você não cria uma conta só pra viagens?”
“Posta mais dicas desses lugares que você conhece!”

Foi assim que o Viajo Amanhã surgiu: primeiro em formato de @ Instagram, depois virou blog. Mas nesses quase 10 anos, a vida mudou, as prioridades também. Veio a pandemia e com ela a pausa forçada. Afinal, que tipo de conteúdo de viagem se compartilha quando ninguém pode sair de casa?

Mesmo assim, as memórias ficaram. Tantas experiências bonitas que vivi pelo mundo, tantas histórias que merecem ser contadas e guardadas… Por isso, decidi criar um novo espaço. Um diário de bordo mais maduro, mais afetivo, mais próximo de quem sou hoje.

A Thayz que começou o Viajo Amanhã em 2016 tinha explorado tão pouco do mundo.
A Thayz que escreve agora já viveu em cinco países e viajou por outros vinte e cinco. Ainda é apaixonada por música, livros, histórias e lugares, como sempre foi –  e mais ainda quando tudo isso se encontra ao mesmo tempo no mesmo lugar.

Neste blog, compartilharei minhas rotas, descobertas e, principalmente, as histórias que encontrei no caminho. Sobre lugares comuns ou incríveis;  sobre gente comum fazendo coisas extraordinárias, e sobre gente extraordinária fazendo coisas comuns. É hora de ter tudo isso documentado, e manter os hobbies vivos! De casa nova, voltamos!!! 

Não espere aqui só roteiros prontos ou listas do que “você precisa fazer em 3 dias”. Vai ter isso também, claro. Mas, acima de tudo, vai ter um olhar curioso, sincero e afetivo sobre o que é estar em movimento.

✈️ Seja bem-vinde ao meu diário de bordo.

Espero que te inspire a arrumar sua mala, ou, no mínimo, sua perspectiva.

Estou doida para escrever o mundo pra vocês! ✍🏻🌎✈️

Nos vemos por aqui — ou por aí. 🌍✨

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